Filhos do vento emergindo na planície
Linguagem intemporal
Sabem a fome... a seios ...a dores submersas...a liberdade
O hálito quente do Alentejo acaricia-os
Como uma língua sussurrante
Vagueiam por entre sóis e nevoeiros
Conhecem os segredos dos trigais
E das noites quentes
Fundem-se na planície
Como crianças dançando nos estames do verão
Vivem num céu sem fundo
Pássaros sem gaiola...mãos sem algemas
Pairam sobre todas as ambições
Enquanto nós definhamos
Na ratoeira negra dos dias incendiados...

P.S. - com Filhos do Vento termina este blog. Obrigado a todas e todos que me leram.
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