
Chegámos...
Vindos de tão longe
Dos confins das coisas
desconhecidas
Solitários como a nitidez clara de
uma pele a arder
sobre um grito
Não...
Não basta saber que o tempo
estremece sob os nossos pés
Que as nossas mãos iniciarão a
viagem pelo esquecimento
E que dentro de um fundo falso
Escondemos a fuga e a navalha
Não basta saber que perdemos a
lonjura da viagem
E que estamos cansados de
Regressos
no turbilhão que desperta do
fogo
Talvez as palavras nos digam que
um dia a cinza se
reacende
Que os espelhos acordam na
alegria dos gestos
E que no sufoco de noites
serenas
O destino será apenas a
nossa vontade...