Folhas de Luar

Sublime caos

Sublime caos que geras a

   chama

Onde o poeta se perpétua

Sublime fonte que crias

   abismos

Onde tudo se gera

Deusa que se acende como um

  campo florido

Cultivado por sentimentos irrevelados

Mostra agora o teu fogo

  sagrado

Sublime mundo da alma entreaberta

Mostra o que aconteceu ao infinito

E ao que surge da borrasca brilhante

   da terra

O medo esvai-se pelos céus

Éter onde a música voga pelo

  oculto dos sentidos

E tudo volta a ser uma frágil noite

  sem espessura

Uma profundeza onde os versos

  se encontram

Como um pensamento que ao

  esvair-se

Brota em todas as direcções

Campos e campos de eternos

  lírios

Gerados pelo sopro do vento

Em todas as horas há segredos e

    Templos

Sombras onde se apagam olhos

Mas da alma repleta de sentidos

Brotam Céus e Universos e

  mundos cálidos

Frutos inflamados

Palavras que se acendem

Como coisas fátuas

Que encurtam a distância

Que une a poesia

Aos homens sem destino...

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