Folhas de Luar

Ávido renascer

Eras tu que vinhas carregando a

   vida

Como se fosse um corpo altivo

Tinhas os olhos no outono e

   dúvidas na profundidade

   do olhar

Eras tu o corredor subterrâneo

  onde o sol não entrava

Erva tenra que o teu pé quebrou

Píncaro de magias floridas carregando o

   saco da eternidade

Como se fosses uma floresta sem ar

Árvore estendido ao temporal

Árvore que acariciava o renascer

 profundo de ti

Era no amor que vinhas montada

Era no amor que guardavas a vida

Ávido renascer de luz...partida

Puro voltar ao termo de nada

Lá… onde o céu é negro e pesado

Lá… onde as mãos agarram partículas

  esfaimadas de nós

 

Debaixo do amor ficam todos os

  Tectos

À lareira a vida acrescenta-se

Na ternura do sol as crianças brincam

E a vida é uma ave pura que nos beija.

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